quarta-feira, dezembro 07, 2005

...mais um!

Realizou-se mais um Celta. A décima segunda edição deste festival de tunas aconteceu nos dias 2 e 3 deste mês no Parque de Exposições de Braga.
Desde há treze anos que a Azeituna proporciona aos que gostam deste género musical (e também aqueles que só gostam da folia) um espectáculo de referência no panorama tunal português.

Organizar um certame com a dimensão do Celta significa muito mais do que os dois dias do evento podem deixar transparecer. Acabou agora o 12º e, o mais tardar no início de Janeiro, há já contactos que precisam ser estabelecidos para preparar o 13º.
Entre outras coisas, para poder apresentar cada edição do Celta, a Azeituna precisa reservar com antecedência o espaço (PEB), enviar os convites para as tunas participantes, alugar luz e som profissionais, garantir alojamento e refeições às tunas participantes (cerca de 25 elementos por tuna) durantes os dias do certame, preparar material de divulgação e fazer essa mesma divulgação, realizar festas nas noites do festival para confraternização dos tunos...
Pelo meio ficam ainda uma quantidade de outras tarefas, igualmente importantes para o sucesso da festa, como a decoração do espaço onde decorre o espectáculo, envio de convites a todas as personalidades e entidades que de alguma forma ajudam à concretização do Celta, criação do júri, envio de press-releases... Estes são, talvez, os trabalhos maiores ou mais dispendiosos.

E como fazer para conseguir pagar tudo isto?
Essencialmente conseguindo patrocínios, realizando mais umas quantas festas nos dias que antecedem o Celta (servem também como forma de promoção) e com as receitas da bilheteira.

Aos que apelidam os elementos das Tunas de borrachões, que dizem que andam na Universidade só por causa dos copos e a roubar lugar aos que querem estudar, eu pergunto: Quantas vezes já se envolveram em projectos de envergadura semelhante? Acham-se capazes de meter mãos-à-obra num qualquer evento do vosso agrado?

Há, nas Tunas como em tudo, excessos que são condenáveis, mas não serão estes agrupamentos universitários um bom tubo de ensaio para preparar cidadãos dinâmicos e participativos?

2 comentários:

Rostos disse...

Para mim, os festivais são excelentes tubos de ensaio, pois resultam da mesma fórmula química, que serve de excelência para qualquer outro mercado de lazer e/ou trabalho: "Uns trabalham, e outros tocam viola." Abraço.

Rostos disse...

Quando li o post,lembrei-me daqueles momentos do liceu, em que a professora obrigava a formar grupos, para realizar tabalhos colectivos. É que depois de formá-los, a primeira reacção era olharmos uns para os outros, perguntando-nos: Ora muito bem, mas quem vai ser o Cristo, que vai fazer o trabalho?

Enfim. Mas mais importante que tudo isso, espero que te tenhas divertido. Abraço amigo.